Mãe de Isabella Nardoni se solidariza com pai de Henry Borel e envia mensagens de apoio

Uma notícia tem sido destaque nas redes sociais nesta quarta-feira (14). A administradora de empresas Ana Carolina Oliveira, 37 anos, viu certa semelhança entre o assassinato de Isabella Nardoni, sua filha, morta em março de 2008, e o assassinato recente do menino Henry Borel, 4 anos, morto em 8 de março de 2021. “A morte brutal, os desdobramentos das investigações e a comoção causada na população são muito parecidos e doloridos”, disse.

No caso de Isabella Nardoni, o pai Alexandre Nardoni e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados pela justiça pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e fraude processual em 27 de março de 2010. Alexandre Nardoni foi condenado pela justiça a 31 anos e um mês de reclusão e 24 dias-multa, e Anna Carolina Jatobá, a 26 anos e oito meses de reclusão e 24 dias-multa. O casal nega o crime.

O crime envolvendo o menino Henry Borel é investigado pela Polícia Civil que trabalha com a hipótese de Henry ter sofrido agressões pelo padrasto, o parlamentar Dr. Jairinho (sem partido) com o consentimento da mãe do menino, Monique Medeiros. O casal está preso e nega o crime.

Laudo emitido pelo IML (Instituto Médico Legal),revela 23 lesões graves incompatíveis com queda de cama( hipótese levantada pelo casal como causa da morte de Henry). Sensibilizada com a semelhança dos casos, Ana Carolina Oliveira enviou mensagens de apoio ao pai de Henry Borel.

Ana Carolina Oliveira disse que viu uma entrevista da mãe e do padrasto do menino Henry para Roberto Cabrini, na Record, e transmitida em 21 de março e afirmou sentir algo muito ruim, frieza, emoção falsa e fala combinada para os fatos. Naquele momento, pensei o pior mesmo e vi semelhanças com o ocorrido com a minha filha, Isabella. Por mais que as pessoas ensaiem, criando uma versão falsa para o crime, a verdade não consegue ser escondida nem por elas mesmas. Comentou.

‘’Eu estou muito tocada pela brutalidade e pelas coincidências com o que vivi. Esse tipo de crime você jamais imagina que vai acontecer em sua família. Eu mandei na sexta-feira (9/04), uma mensagem por WhatsApp ao Leniel Borel, pai do Henry. Meu coração estava pedindo para fazer isso. Eu me coloquei no lugar dele. Escrevi que muitas pessoas estão neste momento mandando mensagens, assim como aconteceu comigo com a morte da minha filha. Recebi mensagens de pessoas que tinham passado por situações difíceis, das mais variadas formas, todas prestando solidariedade. Toda manifestação de solidariedade é bem-vinda, evidentemente, mas tem diferença quando compartilhamos uma história muito parecida. Expliquei para ele que essa comoção enorme que tem causado na vida das pessoas deve ter um propósito, seja para pressionar as autoridades por busca de Justiça e por alguma mensagem que o Henry quer passar. Todo esse caso tem me deixado bastante comovida’’. Desabafou.

‘’Sabe o que é mais dolorido? Eu e Leniel entregamos os nossos filhos para quem deveria cuidar e zelar. Entregar um filho para nunca mais voltar é o que mais machuca, revolta. Não consigo explicar o tamanho dessa dor. No caso da Isabella o pai foi o culpado. No do Henry, a mãe está presa como suspeita de participar da morte do próprio filho. Justo a mãe, que deu vida à criança. Eu sou da seguinte opinião: as dores não são comparáveis. Mas elas são enormes, imensuráveis’’. Disse Ana.

Leniel Borel em resposta a mensagem disse: “Você não sabe como suas palavras são importantes neste momento. Está sendo muito difícil. Não paro de pensar no meu filho. Além do meu filho, eles levaram a minha paz.”

Ana Carolina Oliveira lembrou que Isabella completaria 19 anos no dia 18 de abril. Disse que o coração fica apertado em lembrar da data. com https://acontecenabahia.com.br/

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