Ejaculação precoce: Descubra o que é, por que acontece e como tratar

Antes de começar a responder, precisamos deixar claro que ter vergonha de falar abertamente sobre ejaculação precoce não ajuda. Uns caras recorrem ao humor, fazendo piadinhas com ter “queimado a largada” para não abordar o assunto diretamente. Outros guardam o segredo, por insegurança de que sua masculinidade seja questionada por causa do problema.

Obviamente, essas formas de encarar a situação só trazem consequências piores. Assim como as “técnicas” e “exercícios” caseiros que estão pela internet como promessa de solução – não funcionam com a maioria das pessoas e podem trazer outros problemas.

A Sociedade Internacional de Medicina Sexual define ejaculação precoce como a “ejaculação que sempre ou quase sempre ocorre antes ou cerca de um minuto após a penetração vaginal; e com consequências pessoais negativas como insatisfação, incômodo, frustração e/ou o desinteresse na intimidade sexual”.

Não há consenso entre especialistas sobre a duração do sexo mínima para classificar um homem como ejaculador precoce, mas todos concordam que a definição mais prática e eficaz de um cara que sofre desse problema passa por três características: não conseguir controlar a ejaculação por tempo suficiente para satisfazer sua parceira ou parceiro, o tempo curto até a ejaculação e se sentir insatisfeito com o ato sexual.

Pode acontecer de várias formas, sendo as três abaixo as mais comuns.

Na ejaculação precoce primária, o cara goza rápido desde sempre, em todas as relações que já teve – e pode ser antes da penetração ou logo após.

Já na ejaculação precoce secundária, um cara sem questões no sexo começa a gozar rápido demais devido a algum fator ou doença que cause isso: problemas de relacionamento, psicológicos, etc.

A terceira forma – e a mais comum – é a ejaculação precoce de ocorrência ocasional, que não deve ser encarada como algo psicopatológico. É apenas uma variação normal no desempenho sexual.

Não há mágica ou simpatia que supere a consulta com um urologista como melhor opção para tratar a ejaculação precoce. O especialista vai dar o diagnóstico correto e até prescrever uma medicação para contornar o problema e retardar a ejaculação.

Sim, atualmente existem alguns medicamentos que comprovadamente funcionam contra a ejaculação precoce. A curto prazo, são as soluções mais práticas. É o caso da dapoxetina e de pomadas como a Emla, por exemplo, que têm ações bem definidas e localizadas.

A médio e longo prazo, contudo, remédios para melhorar a relação sexual podem ser substituídos por outros métodos. É aí que entram tratamentos destinados a fazer o corpo reaprender o modo como ele encara o sexo e a própria excitação.

Como a ejaculação é um reflexo muscular involuntário, é necessário treinar para controlar a excitação antes mesmo que a ejaculação chegue. E isso não significa tentar lembrar da escalação do seu time de coração, pensar em pessoas pelas quais você não sente atração, etc.

A ideia é identificar os músculos envolvidos no processo de ejaculação e treiná-los. Exercitar-se para sentir prazer durante todo o sexo sem ultrapassar o “limite” que desencadeia o reflexo ejaculatório. Ao mesmo tempo, desenvolver a parte psicológica para não deixar que o estresse e o medo de acabar rápido com a relação tomem conta do seu corpo.

Parece mentira, mas dá até para aprender a retardar a ejaculação através da masturbação, reconhecendo na prática os próprios sinais de excitação e vendo em qual momento é necessário ir com mais calma, antes que seja tarde demais. Planos como o Programa Control, da plataforma de saúde masculina Omens, oferecem esse tipo de treinamento. com https://www.meionorte.com

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